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Um passeio pela Nova York do punk (o mapa do tesouro em 9 posts)

Aparentemente todo mundo foi, está indo ou vai pra Nova York. Setecentos mil brasileiros ano passado. Eu também fui algumas vezes. Mas nunca tinha ido com a chance de fazer o passeio que realmente queria, que é o que está nos próximos posts – basicamente a Nova York 77, o berço do punk.

É um giro de, sei lá, uma hora. Poucas quadras do East Village, onde TUDO aconteceu. Todo mundo tocou ou morou ou mora por ali – de Joey e os Ramones a Iggy Pop, abrindo o leque para Madonna e o povo do Led Zeppelin.

Garanto que é um rolê pra quem gosta de rock que está como uma visita ao Metropolitan Museum pra quem gosta de arte. Atalho começa aí abaixo. Depois me conta.

Apartamento de Joey Ramone (1 de 9)

(fachada do prédio onde Joey morou mais de 20 anos)

Ponto de partida da turnê roqueira por Nova York é a residência do cara que mais amou a cidade (junto a Lou Reed e Woody Allen), Joey Ramone, vocalista dos Ramones durante toda a existência da banda, 1974 a 1996.

Foi neste prédio, na 9th Street, que Joey passou as últimas duas décadas de sua vida, até falecer por causa de linfoma em abril de 2001. E foi na porta desse prédio que Joey escorregou no início de 2001, no gelo, quebrou o quadril e foi para o hospital de onde não mais saiu.

Já lutava havia quatro anos contra o câncer. Morreu às 14h40 do dia 15 de Abril. Pouco antes pediu pra mãe e para o irmão colocarem pra tocar o disco All That You Can´t Leave Behind, do U2. Poeticamente, tocava In a Little While, quando morreu: “In a little while/This hurt will hurt no more (Daqui a pouco/Esta dor passará)”.

Foi homenageado com a Joey Ramone Place, ali pertinho, a esquina no centro do turbilhão punk. E escorregou quando voltava da casa de shows Continental, onde fez seu último show e próximo passo dessa tour.