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Everybody, everybody

Por causa desses caras sou um guitarrista frustrado. Quase 30 anos depois que os conheci.

Explico.

Tinha lá meus 10, 11 anos e gostava de heavy metal. Conheci o Felipe (Machado) e o Nando (irmão dele), e o primeiro tinha essa banda, Viper, começando. Eu tinha uma guitarra e achava que tocava. Ele me convidou para um ensaio. Eu vi que não tocava porcaria nenhuma, e fiquei com essa vergonha da própria (falta de) habilidade desde então.

Não que eles tocassem pra cacete. Mas eles juntos faziam música. E eu junto aos meus amigos fazíamos algo que parecia um som de um rinoceronte cansado e bufando dentro de uma caverna.

Desde então acompanhei cada passo, pois eles se tornaram e são até hoje meus amigos.

Pit (baixista) chegou a morar na minha casa um tempo, quando brigou com o pai. Yves (guitarrista), antes de entrar pro Capital Inicial, fez parte do primeiro núcleo de uma revista que publiquei durante alguns anos, chamada [ ] ZERO. André (vocal) encontrei volta e meia, pois ele virou super concorrido com todos seus projetos, Shaman, Angra etc. Guilherme (bateria) encontrei diversas vezes quando ele acompanhava o Sepultura. Felipe (guitarra) está em todas, batizado de filha, casamento, aniversário…

Há umas 3 semanas foi anunciado que o grupo voltaria, com essa formação clássica, para uma série de shows. Obviamente toda minha infância e adolescência emergiu no meio da notícia, e assisti o primeiro sopro do retorno no Altas Horas deste sábado (vídeo abaixo). E falei com o Felipe sobre isso (por e-mail, pois somos dois caras muito ocupados atualmente…hehehe)

Viper no Altas Horas por luizcesar no Videolog.tv.

1. Por que a volta e por que agora?
Felipe Machado
– Essa volta não chegou a ser realmente planejada, uma série de fatores acabaram ajudando para que ela acontecesse agora. Em primeiro lugar, todo mundo que gosta do Viper sempre nos cobrou essa volta, principalmente porque todo mundo sabe que os integrantes da banda sempre se deram bem. E, realmente, não tinha uma razão para que não houvesse a volta. Mas ela nunca foi organizada, até que o baterista Guilherme Martin começou a botar pilha em todo mundo para a gente voltar a tocar, fazer um show. E daí entrou o pessoal do Wikimetal na história, querendo entrar como produtores da turnê. A partir daí, levantamos a agenda de todo mundo e percebemos que o mês de julho seria perfeito. Para completar, esse ano o disco de estreia da banda, ‘Soldiers of Sunrise’, lançado em 1987, completa 25 anos. É uma data tão especial que acabou caindo como a cereja do bolo em toda essa história.

2. Foi estranho voltar a tocar com André Matos?
FM –
Todo mundo lembra do Viper com o Andre porque os dois discos marcaram muito, mas na verdade o Pit Passarell foi o vocalista que gravou mais discos e ficou mais tempo à frente do Viper. Mas acho que essa é a razão da expectativa com essa turnê: muito pouca gente, de verdade, viu a banda ao vivo com o Andre. E ele é um vocal sensacional, claro, então é muito bom tê-lo de volta. Com o Pit a gente fazia um som um pouco diferente, adaptava os arranjos ao estilo de vocal dele. Com o Andre podemos fazer qualquer coisa, tocar qualquer canção do repertório que ele simplesmente detona. Foi muito bom voltar a tocar com ele, até porque nunca perdemos o contato. Eu até já escrevi release para o Shaaman…

3. Que história simboliza o retorno e quais são os planos pós turnê?
FM –
Não temos planos além da turnê, pelo menos por enquanto. É claro que seria legal gravar um disco novo, etc, mas dizer qualquer coisa nesse sentido seria colocar o carro na frente dos bois. Queremos caprichar nessa turnê, ver como ela vai rolar, até para ter um termômetro do que poderia ser um disco novo. Mas por enquanto é isso mesmo: uma turnê comemorativa que vai durar um mês. Quanto às histórias, o Viper sempre tem boas histórias de bastidores. Infelizmente, nem todas são publicáveis… Mas uma das melhores é a história da tocha, uma tocha de verdade que o Andre entrava durante Soldiers of Sunrise. Uma vez a tocha caiu e quase colocou fogo no teatro… Você acredita que estão pedindo para a gente incluir a tocha nos efeitos do novo show? E o pior é que a gente achou a ideia boa!

3 thoughts on “Everybody, everybody

  1. Em primeiro lugar Luiz parabéns pelo layout e pelo conteúdo de seu blog, super interessante o que você escreve, parabéns por estar nesse tão conceituado portal que eu sou fã. Estou lendo o seu livro com listas de música e puxa vida, que legal, parabéns e que tenhas todo o sucesso do mundo, você merece. Minha amiga irmã Mariany Eschiavensky que me mandou o link agorinha mesmo e vim aqui, já o acompanhava desde o blog no site, sucesso.

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