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Carta aos meus amigos @fabiocascadura e @thiago_trad

Meus amigos,

Faz um ano vocês estiveram em casa e ouvi pela primeira vez boas partes do “Aleluia”. Ainda no retalho já prometia ser a colcha que se formou. E na ânsia de ajudar dei várias sugestões, do tipo disponibilizar o CD na web gratuitamente antes do lançamento físico e outras bobagens do nível.

Coloco bobagens do nível porque me arrependo amargamente de ter sugerido o download livre.

“Aleluia” é de uma época romântica. É de uma época de canções. 22. Lindas. É de um tempo em que os discos podiam ser conceituais. Como este. Que faz referência à cidade de vocês, Salvador. Tempo em que tanto fazia lançar disco ou livro, pois os dois tinham o mesmo peso. E o mesmo intuito – oferecer uma experiência. Disco era magia em vinil. Livro, em páginas.

Era uma conta (e época) boa. Você despendia um valor pela obra, depositava fichas no artista. E como você gastava uma grana, valorizava em atenção. Como demandava atenção, o disco ganhava a devida estatura com o cuidado na audição, e você extraía tudo o que ele oferecia.

Como gastava-se uma grana pelas obras, o artista tinha retorno financeiro. E podia ficar em estúdio burilando esse talento intangível que é a música. A conta fechava, pois com a atenção certa, os discos passavam ou não pela prova de fogo e aqueles que passavam permaneciam. Eternos.

Escrevo tudo isso porque “Aleluia” nasceu eterno. E talvez ele não fique gravado na pedra da música brasileira se não chegar devidamente às pessoas. Espero que o download livre pelo qual vocês optaram sirva à tarefa.

“O Rei do Olhar”, “Mulher de Roxo”, “Colombo”, “Sonho de Garoto” e “O Tempo Pode Virar” já são amigas íntimas. Todas as outras se sentem em casa também.

Mas como acompanhei o processo da gênese, cheguei a ficar preocupado com a expectativa que geraria todo o conceito que vocês amarraram à obra. Espero que não tenham. E que tenham uma certeza – “Aleluia” restaurou minha fé na música feita e executada por amor. À música. E só.

Vocês são meus irmãos. É com amor fraterno que coloco o orgulho que tenho em mostrar o disco para meus amigos. Amigos, irmãos, discos eternos, tudo no mesmo pacote. E é por esse pacote que estamos aqui.

Um abraço e obrigado,
Luiz

Clique aqui pra baixar o disco.

Se quiser só ouvir, clique aqui

1 thought on “Carta aos meus amigos @fabiocascadura e @thiago_trad

  1. Ow, querido sobrinho Pimentela (rsrs): acabei de ver e achei sensacional o teu blog – às dez da manhã de sábado, rsrs, já que o “tio” Finardi ficou de molho ontem, após balada sangrenta na quinta (fui ver nosso amigo Rodrigo e seus Brollies & Apples lá no Astronete).
    Então: ainda não li com total atenção. Dei uma passada por cima pois tem muita info bacana e vários posts pra eu ler, né? Mas vc, além de ser o gente finíssima que sempre foi (uma das criaturas mais afáveis que eu conheci na minha vida) e de ter uma humildade que faz falta em 90% da jornalistada de cultura pop (e que não têm um 1/5 do gabarito textual e profissional que vc tem), ainda é um dos melhores jornalistas que conheço na imprensa brazuca. E isso é muito sincero da minha parte.
    E chega de “babação de ovo”, rsrs. Claro que vou dar um toque no http://WWW.zapnroll.com.br , já no post que está indo pro ar.
    O disco do Cascadura é bom mesmo? Vou ouvir, confiando na sua palavra, hein!
    Abração pra ti e ótimo finde. Ah, sim, logo menos respondo o e-mail contando mais alguma coisa.

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